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God save the file.

Importante mesmo é ter uma cópia dos seus dados.



Quando a gente saiu do analógico para o digital, vivia o grande dilema dos disquetes. Disquetes (se você não é dessa época) eram dispositivos frágeis que acomodavam uma pequena quantidade de dados.


Muitas vezes eram necessários vários deles para guardar um só arquivo. Um grande Frankenstein que só ia se completar caso a integridade de todas as unidades fosse mantida. Depois veio o CD e achávamos que eles eram indestrutíveis (nada é indestrutível). Hoje muita gente ainda usa o HD externo para salvar documentos e fazer backup. Mas isso pode não ser o suficiente, e está longe de ser o ideal. Dependendo da importância e da complexidade do seu trabalho e do material a ser segurado, talvez você precise eleger mais de uma forma de backup para ter 100% de segurança. Especialmente em se tratando de empresas, um backup confiável e otimizado parece ser a solução mais desejada. Hoje contamos com opções diversas de backup que podem se adaptar muito bem a diferentes necessidades.


Mas para além de ONDE você vai fazer esse salvamento, precisamos entender melhor os diferentes tipos de backup para fazer uma escolha acertada, prática e segura.


Dentro das modalidades de backup, o primeiro da nossa lista é o BACKUP COMPLETO. Ele é muito utilizado por pequenas empresas e funciona como se fosse uma cópia exata de determinada informação. Nessa versão, o aplicativo de backup não se preocupa em analisar ou verificar os dados mais recentes, ele simplesmente copia tudo que estiver selecionado na data definida, como um bloco, tornando a restauração muito simples. Este modelo é indicado para sistemas menos complexos, onde não há preocupação de espaço e tempo para conclusão da tarefa.


Depois, temos o BACKUP INCREMENTAL (um pouco mais complexo que o COMPLETO). Na primeira utilização, ele realiza um backup completo. Nos backups subsequentes, são copiados apenas os arquivos alterados sobre o seu próprio backup. Dessa forma, ele utiliza uma quantidade menor de dados e ocupa menos espaço em menos tempo. Esse tipo de backup é executado somente por aplicativos específicos. O ponto delicado deste backup é a restauração, pois é necessário ter o conjunto completo das fitas mais os incrementos. Ou seja, assim como na época do disquete, será necessária a integridade de todo o material que compreende o arquivo para que nada se perca. No entanto, a tecnologia atual é infinitamente mais segura e resistente do que há vinte anos.


E por último, mas não menos importante, temos o BACKUP DIFERENCIAL. Tem todas as características do BACKUP INCREMENTAL a principal diferença é que os dados são copiados em cima dos arquivos alterados a partir do backup completo.


Onde guardar os backups?

O modo mais comum de guardarmos os dados dos nossos dispositivos caseiros é o HD externo, ele é relativamente barato, de fácil manuseio e transporte. Basta copiar as informações de qualquer lugar para o HD (utilizando o próprio backup do Windows 10 ou Windows Server) e seus dados estarão seguros e ainda podem ser restaurados em qualquer outro dispositivo. O problema é que talvez você tenha aí na sua empresa 10T por mês para salvar e não tenha como organizar e nem acomodar essa quantidade de HDs.



Por isso uma boa opção são as fitas magnéticas. Esse tipo de backup é totalmente automatizado, até mesmo a conferência da integridade do backup é feita pelo próprio sistema. Para essa solução é necessária a aquisição de 3 dispositivos/aplicativos: A unidade de fita ou fitoteca (onde é feita a leitura da fita), a própria fita magnética e o aplicativo que fará a interface com o sistema operacional e também o gerenciamento. Essa arquitetura é extremamente robusta e possui diversas ferramentas que garantem a segurança da informação mesmo com “sistema aberto”, ou seja: a cópia é feita mesmo com os arquivos que estão sendo utilizados no momento do backup, item obrigatório para backup de banco de dados como SQL e PostgreSQL. Nesse formato de backup, sugerimos que o conjunto de fita seja trocado uma vez por ano, para preservação das reais condições de armazenamento e qualidade, ainda que o fabricante sugira que a vida útil do cartucho seja de 260 backups. Em se tratando de arquivo morto, a vida útil do material é de 30 anos, mantendo nas condições ambientais corretas (temperatura e humidade).


Acompanhe abaixo a tabela com as especificações ideais:

Com avanço da tecnologia em {nuvem} - o BACKUP EM CLOUD ou BACKUP EM NUVEM é mais uma opção para os gestores de TI. O sistema consiste basicamente na “locação de um espaço” na nuvem, onde o próprio provedor pode disponibilizar um sistema pronto para execução do backup ou o gestor pode adquirir um programa de terceiro.


Para isso é necessário link de Internet de qualidade e estável. Dependendo do tamanho do backup, talvez seja recomendável um link exclusivo para essa tarefa. Essa solução permite que as informações fiquem salvas a riscos como por exemplo, incêndios e furtos.


Ao se tomar a decisão de profissionalizar o seu sistema de backup, é preciso levar em consideração a ferramenta não somente pela arquitetura em si, mas pensando também no tipo de arquivo, no tamanho, no tempo de backup, nas condições de armazenamento e no modo de restauração em caso de falha. É sempre bom lembrar que o backup muitas vezes é relegado ao segundo plano quando falamos em tecnologia, mas é o recordista de lamentações quando é mal executado ou os arquivos são perdidos. Por isso, dê prioridade à segurança do que você já tem, em detrimento aquilo que pode construir ou melhorar.


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